HVU encaminha 47 animais silvestres ao CETRAS de Patos de Minas para continuidade da reabilitação
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Ao todo, foram encaminhadas 35 aves, 11 répteis e um mamífero, todos atendidos pelo setor. Entre os animais estão maritacas, periquitos-do-encontro, maracanãs-nobres, papagaio-verdadeiro, arara-canindé, coruja-buraqueira, carcará, jabutis-tinga e uma raposa-do-campo.
A composição do grupo evidencia a predominância de aves, especialmente psitacídeos, além de um número expressivo de répteis, com destaque para os jabutis. Os casos são oriundos de resgates e entregas voluntárias registrados na rotina do setor.

Já no CETRAS, os animais seguem para as etapas de identificação, marcação, avaliação clínica, recuperação, reabilitação e definição do destino mais adequado. De acordo com o IEF, a prioridade dessas unidades é a reintrodução dos animais no ambiente natural, sempre que houver viabilidade biológica, clínica e comportamental.
“Cada encaminhamento ao CETRAS representa a continuidade de um trabalho que começa no resgate e passa por estabilização, avaliação clínica e tomada de decisão responsável. No HVU, nosso compromisso é oferecer atendimento técnico qualificado e preparar esses animais para a próxima etapa da reabilitação, sempre com foco na conservação da fauna e na possibilidade de retorno seguro à natureza, quando isso for possível”, explica o médico-veterinário e professor Cláudio Yudi.
O HVU reforça que animais silvestres não devem ser mantidos em residências e que qualquer tentativa de captura ou manejo sem orientação pode provocar estresse, ferimentos e riscos sanitários. “Ao encontrar um animal silvestre em situação de risco, a orientação é manter distância segura e acionar a Polícia Militar de Meio Ambiente ou o Corpo de Bombeiros Militar para o recolhimento adequado. Essa recomendação também é reiterada nas publicações institucionais recentes da Universidade do Agro sobre atendimento e encaminhamento de fauna silvestre”, finaliza.
Carolina Oliveira | Universidade do Agro