HVU encaminha 27 animais silvestres ao CETRAS de Patos de Minas e destaca sucesso no tratamento de filhotes de gato-mourisco
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Entre os animais encaminhados estavam 15 aves, cinco répteis e sete mamíferos, oriundos de diferentes atendimentos realizados em parceria com a Polícia Militar de Meio Ambiente e o Corpo de Bombeiros Militar. Entre as espécies encaminhadas estavam maritacas, papagaios-verdadeiros, periquitos-do-encontro-amarelo, maracanã-nobre, urutau, jabutis, quati e tamanduá-bandeira, incluindo um filhote da espécie.
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O principal destaque do encaminhamento foi a fêmea de gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) acompanhada de seus três filhotes, que nasceram no próprio HVU, no dia 6 de abril de 2026, e permaneceram durante 52 dias sob acompanhamento clínico e manejo especializado da equipe do hospital veterinário. Desde o nascimento, a condução do caso priorizou a preservação do vínculo materno e a redução máxima de estímulos estressantes, seguindo recomendações técnicas descritas na literatura científica voltada ao manejo de felídeos silvestres. O caso apresentou evolução extremamente positiva, sem registro de óbito neonatal entre os filhotes.

O HVU destaca que o sucesso do acompanhamento foi resultado do trabalho integrado entre médicos-veterinários, aprimorandos, preceptores e alunos do curso de Medicina Veterinária da Universidade do Agro, que participaram ativamente do monitoramento clínico, manejo e suporte aos animais.
“O gato-mourisco é um pequeno felino silvestre nativo extremamente importante para o equilíbrio ecológico, atuando no controle de pequenos vertebrados e ajudando na manutenção da biodiversidade. Conseguir acompanhar essa fêmea durante toda a gestação, o nascimento dos filhotes e chegar ao encaminhamento sem nenhuma perda neonatal representa um resultado muito positivo para o HVU. O período neonatal em felídeos silvestres exige muita cautela, paciência e manejo técnico adequado. Esse sucesso só foi possível graças ao envolvimento diário da equipe do Hospital Veterinário, incluindo alunos da Medicina Veterinária, aprimorandos e preceptores, que participaram diretamente do cuidado desses animais. Cada filhote sobrevivente representa também uma contribuição importante para a conservação da fauna silvestre”, destaca o professor responsável pelo setor de Animais Silvestres do HVU, Cláudio Yudi.
Após o período inicial de estabilização e desenvolvimento no HVU, a fêmea e os filhotes foram encaminhados ao CETRAS de Patos de Minas, onde seguirão o fluxo oficial de triagem, reabilitação e futura destinação ambiental.